
"Os homens sempre sonharam, mas não aqueles 25 eletricitários."
Eles acordaram e perceberam que os sonhos poderiam se transformar em realidade e, sempre na vanguarda dos acontecimentos, reuniram-se às 16 horas do dia 07 de novembro de 1966, segunda-feira, no 11º andar do Edifício José Montaury, sede da Companhia Estadual de Energia Elétrica, para constituir o que seria hoje a nossa Crece, realidade que completa seu cinquentenário.
Ao longo dessa estrada, muitos se uniram e abraçaram o que não era mais apenas um sonho, e juntos, criaram forças para que em 24 de fevereiro de 1967 o então Banco Central da República do Brasil concedesse o Certificado de Autorização sob o numero 60 com a CRECE plenamente adequada aos termos do Decreto-Lei nº 59 de 21 de novembro de 1966.
Com a promulgação da primeira lei Cooperativista nº 5.764 de 16 de dezembro de 1971, que definiu pela primeira vez a Política Nacional do Cooperativismo e, com isso, o regime jurídico das sociedades cooperativas, a CRECE mais uma vez estava pronta para as novas mudanças, dentre elas os princípios da neutralidade política e indiscriminação religiosa, racial e social, essência mantida até os dias de hoje o que permite à nossa CRECE ser essa grande família.
Essa grande família começou a tomar forma em meados de 1986 quando então os dirigentes perceberam que os colegas do interior do estado mereciam também atenção especial. Eram tempos em que a internet não existia e a rede social existente eram os malotes da CEEE, que levavam e traziam gentilmente os documentos dos associados, foi colocada em prática uma campanha de viagens de divulgação da nossa CRECE a todos os colegas espalhados por todos os recantos do extremo sul do país. Assim, novamente os Eletricitários se encantaram com aquele sonho e ajudaram a nossa CRECE a ser o que é hoje.
Transformações sempre marcam a vida de empresas longevas e a nossa CRECE, mais uma vez, preparava-se para o novo marco regulatório de seu órgão fiscalizador, agora uma autarquia denominada Banco Central do Brasil (BACEN). O Cooperativismo havia crescido o suficiente para que assumisse papel fundamental no desenvolvimento do país e o BACEN reclassificou as cooperativas de crédito como Instituições Financeiras Não Bancárias, integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Não bastassem as mudanças ocorridas em quaisquer sociedades, a CRECE enfrentaria as mudanças trazidas pela privatização de parte da CEEE em 1998 e, mais uma vez adaptando-se às necessidades, ajustando seu estatuto social e passando a receber a todos os colegas da RGE, AES Sul, CGTEE e com o advento cada vez mais importante das comunicações, lançou seu portal na internet avançando no atendimento mais ágil e seguro, conseguindo assim atuar em tempo real com todo seu quadro social, onde quer que esteja.
Seguindo uma pauta de expansão, em 16 de outubro de 2006 a nossa CRECE inaugurou seu primeiro Posto de Atendimento Cooperativo no município de Candiota, distante a quase 500 km da sede em Porto Alegre. Os sistemas de informatização implantados há época permitiam que o Posto de Candiota atuasse de forma integrada e em tempo real com a sede em Porto Alegre atendendo a estes associados da mesma forma que os demais da capital. Nesse diapasão, não poderia nossa CRECE se furtar de atender aos nossos associados do litoral norte e, assim, em 1º de dezembro de 2008 foi inaugurado no município de Osório o nosso segundo Posto de Atendimento Cooperativo.
A nossa inquieta CRECE, em 2015, mais uma vez atendendo às necessidades de seu público alvo, obteve aprovação junto ao Banco Central do Brasil para que os Mineiros da Companhia Riograndense de Mineração (CRM) fizessem parte dessa grande família, tendo em vista os correlatos serviços desenvolvidos pela CRM à CGTEE. Faz parte desse projeto, a instalação futura de Posto em Caxias do Sul para atender os colegas que hoje estão atendendo a Rio Grande Energia.
Com todos esses avanços e marcas importantes, que fazem parte da nossa grande família Eletricitária e agora Mineira, não teriam sido possíveis não fosse o altruísmo e a coragem de tantas pessoas de bem que permitiram que aqueles primeiros passos trilhados, sejam hoje essa realidade que é a nossa CRECE e eles podem ter a certeza de que enquanto eles viverem em nossas mentes e corações, nada será impossível, pois estaremos sempre seguindo o que eles nos ensinaram e que cada um deles esteja conosco aqui e agora naquele órgão máximo que nosso estatuto social não permite registro oficial, o Conselho Celestial da CRECE, que orienta nossos atos em direção aos próximos cinquenta anos.