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Newsletter Revista Amanhã, segunda-feira 02 de julho de 2012

Quando buscam empréstimos e financiamentos, cidadãos e empresas brasileiras têm poucas opções. Cinco grandes bancos concentram 82% da oferta de crédito no país. Esta realidade deve mudar, defendeu o presidente do Banco Cooperativo Sicredi, Ademar Schardong, durante o painel “Cooperativas constroem um mundo melhor”, promovido pela instituição na manhã desta segunda-feira, em Porto Alegre. “A desconcentração das instituições financeiras que atuam no varejo deve ser mais democrática e resolvida em um curto espaço de tempo”, pregou Schardong. Se a concentração desfavorece o avanço do cooperativismo de crédito, há outros fatores institucionais que, segundo ele, atuam de forma benéfica sobre a consolidação do setor. “A estabilidade jurídica para atuação das cooperativas de crédito no Brasil é exemplo para o mundo”, enaltece Schardon. Principal palestrante do evento, ex-ministro da Agricultura e embaixador especial da FAO para o cooperativismo mundial, Roberto Rodrigues, destacou o papel que as cooperativas exercem em um cenário de crise. “As estruturas cooperativas do Brasil, de todos os setores, estão trabalhando no fortalecimento dos mais afetados pela crise financeira européia: os pequenos empreendimentos”, destacou Rodrigues. Na área que Rodrigues melhor conhece, a agricultura, o papel estabilizador do cooperativismo é vital principalmente diante da volatilidade dos preço das commodities agrícolas. “O preço alto é o adubo para plantar mais. Mas quando os produtores aumentam sua produção, o preço cai naturalmente. O papel do cooperativismo é sustentar e preservar a rentabilidade.”, exemplificou Rodrigues.